segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pois então ta...


Satisfaço-me com beijos falsos e ando de pés descalços,
que seja assim então, fique com as faces abobalhadas do
embriagado a te beijar e que quando chegues em casa
não queira chorar, que seja, trancarei tudo em uma caixa,
enterrarei o mais fundo possível e prometo não voltar.
Estarei frio a tudo isso, conforme a música dançarei, vou embora,
vou viver, e é assim que vai ser x)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O vento vem e traz saudades.


Saudade, palavra pequena de um peso as vezes massacrante...
Saudade dos sorrisos, dos cafés, dos abraços, das besteiras,
dos mimimis, das brigas, das tardes, das noites,
dos filmes, dos ciúmes descabidos, dos xingamentos, de poder ficar
te olhando sem me policiar, das reconciliações,
dos beijos, de acordar e te ver ali, de contar histórias
até tu dormir... ao mesmo tempo isso me envergonha um pouco
sou tão orgulhoso quanto tu costumava ser e suponho que
ainda seja, mas tenho saudade de tudo e faria tudo de novo!
chorei...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pensamentos a condensar-se


Jogo minhas palavras aqui por que sei que seriam mal recebidas onde elas deveriam ecoar, tu serias capaz de rir, sentir pena talvez, mas nunca de compreender, não peço nada além do direito de expressar, minhas dores o tempo haverá de curar, o que me assusta agora é o que está acontecendo comigo, não quero ficar insensível ao mundo, não quero fazer pouco caso dos sentimentos, amargura de nada me adiantaria agora, coloco o capuz e dou uma volta, meu cigarro continua a me acompanhar, seria cruel que mesmo um assassino não quisesse a minha companhia já que tu não queres, não espero verdades divinas e já estou meio grandinho pra achar que se caso esperasse elas viriam, afinal, será sempre assim, felicidade inconstante em um caminho errante, o meu caminho, o qual ninguém, nem mesmo eu que o trilharei posso controlar...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Palavras de um andarilho.


E tento me recompor depois de por alguns minutos ter perdido a direção,
meus pensamentos e a fumaça se misturam de tal forma!
Como enxergar por traz da bruma? me vejo sozinho em multidões,
as lembranças de momentos bons com amigos me fazem lembrar de que não
estou sozinho, mas como lidar com esse vazio que vai e vem e as vezes
ataca de forma bruta disposto me derrubar?
A vida gera textos, e entre estas palavras que tu podes ler, expresso meu fardo, não sou nenhum coitado, em mim encontro sensatez e força, mas de que importa ter isso?
Espero que minhas palavras sirvam de uma forma bela a alguém
pois pra mim são só um meio de extravasar o que me atormenta. Não se deixem vulneráveis, sejam fortes e amem a si mesmos. E lembrem-se
quanto mais forte o escudo que colocamos entre nós e o resto, mais profundo
será o corte quando a guarda for baixada. Não sejam amargurados, pessoas
sofrem mais do que nós por esse mundo a fora meus amigos... Por mais fria
que seja a noite, haverá sempre aquela manhã bonita de primavera a nos esperar,
mesmo que demore, um dia vai passar, e temos que estar preparados sempre para em um novo dia podermos recomeçar.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Em um feliz agora.


Carregando pouco tempo de experiência o jovem
se lançou, jogou suas dores em uma mochila velha
e seguiu em uma onda quase que masoquista de enfrentar
velhos fantasmas. Surpreendeu-se ao perceber que
velhas laminas não o afetavam tanto, embora as sombras
delas ainda insistiam em lhe arranhar. O tempo fora
lhe dando uma capacidade de se recuperar mais rapidamente,
um remédio para sua amargura e um pouco mais de animo que a algumas
semanas lhe era negado. Sentia-se bem, seu sorriso carregava mais
peso do que o normal, saudades ainda lhe tiravam o sono nas noites
que o cansaço físico não era demasiado. Ele tinha coisas que lhe
ocupavam a mente, seu coração fora privado de algumas regalias e ele
não podia ser hipócrita de dizer que não sentia falta de um ''eu te amo''
antes de dormir. Mais noites frias viriam e ele não sabia se ficaria bem,
mas ele estava bem naquele momento, aquele sorriso sempre iria lhe atordoar
um pouco...