terça-feira, 21 de dezembro de 2010

E lá se vai Jovem Velho!


Tchaicovsky a tocar demonstrava uma paz de espírito perturbadora, quase que melancólica,
de um Jovem Velho que não tinha muita vontade de sair de casa, o verão
chegava lhe roubando o animo e cortando qualquer possibilidade de conversas longas e vazias,
ele não sabia descrever o que sentia, quando simplesmente não sentia, ele andava por entre as árvores buscando estrelas cadentes, e as repetições em seus textos tornavam-se iminentes quando a monotonia de sua cabeça era tamanha a ponto de deixar até microorganismos próximos entediados, ele era estranho e embora tivesse em quem confiar, não fazia idéia do próximo passo a se dar.
De sua janela ficava ali observando o povoado, cachorros a ladrar, crianças a chorar, uma senhora negociando na surdina o preço de seu corpo com um velho babão e a beata fuzilava os dois com seu olhar, a vida na cidade era mais do que calma...
Jovem pulou a janela e se pôs a caminhar, dizem as línguas mais afiadas que Jovem Velho Louco nunca se encontrou, outros dizem que na cidade grande formou família e trabalhou nas indústrias que começavam a se formar, estes dias eu fui a cidade em que ele vivia e falei com alguns moradores: ''Muito estranho aquele tal de Jovem Velho Louco tu sabes?, nunca gostei muito dele, com certeza meio abilolado das idéias, vivia tropeçando em seus textos mal escritos '' diz a velhota intrigueira sentada na cadeira de balanço com um ar de arrogância que não cabia em suas vestes surradas e de tecido barato. "Um bom garoto, um tanto quanto aluado, vivia nas nuvens o pobre rapaz, mas definitivamente um bom garoto'' diz um senhor simpático que atendia na mercearia com um sorriso de quem se acostumara a vida pacata da cidadezinha sem calçamento ou movimento algum, ninguém sabe o que realmente aconteceu com Jovem Velho, espero que ele tenha ficado bem, simpatizei com o rapaz nestas poucas linhas ...


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A beleza da noite!


Dando vivas a nossa sujeira linda, caminhamos durante a noite e pelas
horas que ela arrasta. Venham todos! venham todos! vamos rir de todas as desgraças!
Tirem suas máscaras a noite nos privilegia com um disfarce
de tão natural mistério, que temos a regalia de nos livrarmos
das máscaras que machucam nossos rostos e prendem nossos cabelos.
Venham todos, vamos blasfemar ao relento e rir do Deus sujo ao qual eles se submetem.
Deus esse, que se fosse como eles dizem, cheio de defeitos e arrogância,
estaria aqui a blasfemar conosco, bebam do meu copo e dancem,
dancem crianças, dancem sem se preocupar, aproveitem bem,
afinal, mais cedo ou mais tarde o sol irá raiar...


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

E deixe o mérito no bar...


Ele ainda acordado, cabeça um pouco embaralhada da cerveja
gelada que agora quente jazia imóvel em seu copo.
Ele sempre soube como seguir em frente, tropeçando entre
estrelas e sambas descompassados vivia dançando como
um palhaço embriagado. Sorria a todas as tristezas que lhe fizeram chorar,
a falsidade linda da mesa do bar do Carlo. Ele propunha um brinde aos sonhos
caídos, se cansara dos resmungões rabugentos que não paravam de reclamar
da vida, a vida é linda, está na beleza do copo, na avareza do velho, no cigarro de burguês
no sotaque Francês, na dança a três, em ficar mais um pouco, no grito do louco,
em ficar acordado, em ficar irritado, no barraco assombrado, no tiozão engraçado,
tanto faz, ao voltar pra casa o sol estaria nascendo e o café estaria fresco e naquele momento era tudo que importava ...



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Um refúgio


E la estava ele, mais uma vez sentado no escuro.
Era sempre igual, ele sentava ali e tudo lhe vinha em mente,
discussões internas com um subconsciente não muito amigável,
saudades, tristezas, alegria, arrependimento... no dia de hoje não havia lhe
ocorrido nada de especial, ele estava meio perdido pois a tristeza que costumava se achegar para longas prosas regadas a cigarros e café não lhe acompanhava mais,
a solidão vinha sozinha o que lhe parecia mais frio do que o normal.
Ele preferia não ter preocupações, preferia não esperar por nada,
as coisas vem melhorando gradualmente, um alívio para os ombros
cansados de um crítico dramático e incurável.
Aos poucos seu jeito de ver as coisas amadurece e fica mais abrangente,
fazendo da vida uma ironia gigante passando despercebida aos olhos de muitos,
e ele ali, sentado, um mero espectador a essa imensidão.
No escuro? meu grito, meu distúrbio e em meus textos? um leito, um refúgio.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dos tormentos as piadas...


E la estava ele mais uma vez,em frente ao seus papéis, ele brincava com
as formas bonitas tomadas pela fumaça que contra luz causava efeitos delicados,
tinha uma visão embaçada do horizonte devido a uma janela persiana deveras incomodativa,
o frio castigava seus pés e outras extremidades, confusão era o que ele via, não sabia mais o que sentia,
algo extremamente irritante para um poeta meia boca e inquieto, as ações alheias só lhe causavam mais dúvidas, ele estava ali como um mero espectador de sua vida, o dia estava bonito, ele decidira não dormir
decidira que seria mais inteligente esperar o sono lhe derrubar, ele não sabia o por que da decisão
mas não fazia nenhum sentido dormir agora, com tantas coisas acontecendo la fora, tanta gente viva, realmente viva, sentia um pouco de inveja e um pouco de pena devido a tanta ilusão gerada mutuamente, a ilusão? Dádiva concedida ao homem para gerar instantes de felicidade falsa, antes que ele encontre alguma verdadeira, ''e ela lá existe?'' perguntou seu subconsciente insistindo em lhe derrubar, ''vá dormir!'' disse ele em voz calma ao subconsciente, ''Tu já estás deveras chato para mantermos uma conversa a essa hora da manhã'' disse ele no mesmo tom de voz, o subconsciente ofendido e disposto a derruba-lo disse'' se eu estou deveras chato tu também estás! esquecestes que sou uma parte de ti?!'' ''Não, não seu sub tolo!'' disse ele em tom de deboche.''Jamais esquecerei disso, até por que tu ficas ai nesta pomposidade, te dirigindo a mim como um amigo, pensas que me esqueço que és tu que traz as memórias e fantasmas que me atormentam noite após noite?'' disse ele agora de volta ao seu tom de voz normal. ''O subconsciente irritado ataca em tom de revolta ''Tu és um arisco! te assemelhas a um gato do mato sem educação!'' Ele rindo responde ''E tu um traiçoeiro, te assemelhas muito a uma destas cobras que rastejam por ai, logo, estamos quites!' agora anda! Te bandeia daqui antes que eu te de uns bons sopapos!'' ,E então o subconsciete se foi contrariado e balbuciando algumas maldições ao vento, e ele ficou ali rindo de si mesmo após esse diálogo com a loucura..


sábado, 9 de outubro de 2010

As danças descompassadas ao acaso.


E o silêncio das ruas naquela tarde ainda me fazia lembrar,
Eu estava diferente, fui forçado a ser diferente, buscando
beijos e felicidades momentâneas que cabem perfeitamente em frases feitas.
A embriaguez provocada por memórias era iminente,
caminhando em preto e cinza perdido em mares turbulentos,
pedindo muito de mim mesmo, vou tentando parar com ilusões
e estereótipos de felicidade que nunca me serviram muito bem.
As margens de uma encosta me ocorreu como uma daquelas
conversas que se tem consigo mesmo

''e eu deixei tudo pra traz, não que isso realmente importe agora,
não vai fazer diferença nenhuma.''

Resta-me dançar a melodia torpe da vida, até meus pés de cansaço
não suportarem mais o peso de meu corpo, até alguém estender a mão e me tirar do transe,
até que eu desligue a razão, até que e eu pare com a encenação, até la, tudo que eu digo é ''apenas dance...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pois então ta...


Satisfaço-me com beijos falsos e ando de pés descalços,
que seja assim então, fique com as faces abobalhadas do
embriagado a te beijar e que quando chegues em casa
não queira chorar, que seja, trancarei tudo em uma caixa,
enterrarei o mais fundo possível e prometo não voltar.
Estarei frio a tudo isso, conforme a música dançarei, vou embora,
vou viver, e é assim que vai ser x)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O vento vem e traz saudades.


Saudade, palavra pequena de um peso as vezes massacrante...
Saudade dos sorrisos, dos cafés, dos abraços, das besteiras,
dos mimimis, das brigas, das tardes, das noites,
dos filmes, dos ciúmes descabidos, dos xingamentos, de poder ficar
te olhando sem me policiar, das reconciliações,
dos beijos, de acordar e te ver ali, de contar histórias
até tu dormir... ao mesmo tempo isso me envergonha um pouco
sou tão orgulhoso quanto tu costumava ser e suponho que
ainda seja, mas tenho saudade de tudo e faria tudo de novo!
chorei...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pensamentos a condensar-se


Jogo minhas palavras aqui por que sei que seriam mal recebidas onde elas deveriam ecoar, tu serias capaz de rir, sentir pena talvez, mas nunca de compreender, não peço nada além do direito de expressar, minhas dores o tempo haverá de curar, o que me assusta agora é o que está acontecendo comigo, não quero ficar insensível ao mundo, não quero fazer pouco caso dos sentimentos, amargura de nada me adiantaria agora, coloco o capuz e dou uma volta, meu cigarro continua a me acompanhar, seria cruel que mesmo um assassino não quisesse a minha companhia já que tu não queres, não espero verdades divinas e já estou meio grandinho pra achar que se caso esperasse elas viriam, afinal, será sempre assim, felicidade inconstante em um caminho errante, o meu caminho, o qual ninguém, nem mesmo eu que o trilharei posso controlar...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Palavras de um andarilho.


E tento me recompor depois de por alguns minutos ter perdido a direção,
meus pensamentos e a fumaça se misturam de tal forma!
Como enxergar por traz da bruma? me vejo sozinho em multidões,
as lembranças de momentos bons com amigos me fazem lembrar de que não
estou sozinho, mas como lidar com esse vazio que vai e vem e as vezes
ataca de forma bruta disposto me derrubar?
A vida gera textos, e entre estas palavras que tu podes ler, expresso meu fardo, não sou nenhum coitado, em mim encontro sensatez e força, mas de que importa ter isso?
Espero que minhas palavras sirvam de uma forma bela a alguém
pois pra mim são só um meio de extravasar o que me atormenta. Não se deixem vulneráveis, sejam fortes e amem a si mesmos. E lembrem-se
quanto mais forte o escudo que colocamos entre nós e o resto, mais profundo
será o corte quando a guarda for baixada. Não sejam amargurados, pessoas
sofrem mais do que nós por esse mundo a fora meus amigos... Por mais fria
que seja a noite, haverá sempre aquela manhã bonita de primavera a nos esperar,
mesmo que demore, um dia vai passar, e temos que estar preparados sempre para em um novo dia podermos recomeçar.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Em um feliz agora.


Carregando pouco tempo de experiência o jovem
se lançou, jogou suas dores em uma mochila velha
e seguiu em uma onda quase que masoquista de enfrentar
velhos fantasmas. Surpreendeu-se ao perceber que
velhas laminas não o afetavam tanto, embora as sombras
delas ainda insistiam em lhe arranhar. O tempo fora
lhe dando uma capacidade de se recuperar mais rapidamente,
um remédio para sua amargura e um pouco mais de animo que a algumas
semanas lhe era negado. Sentia-se bem, seu sorriso carregava mais
peso do que o normal, saudades ainda lhe tiravam o sono nas noites
que o cansaço físico não era demasiado. Ele tinha coisas que lhe
ocupavam a mente, seu coração fora privado de algumas regalias e ele
não podia ser hipócrita de dizer que não sentia falta de um ''eu te amo''
antes de dormir. Mais noites frias viriam e ele não sabia se ficaria bem,
mas ele estava bem naquele momento, aquele sorriso sempre iria lhe atordoar
um pouco...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

E o ator se cansa.


E pronto, com simples atos minha vida se desenrola como
um roteiro de alguma peça esquecido e sendo apagado pelo tempo,
palavras foram ditas e mágoas submergiram, hoje tudo me parece insosso,
sem graça e banal, eu não era assim, eu era feliz, tudo era mais simples
sentimentos não eram complicados na minha concepção de vida, hoje me sinto
sozinho, como aquele velho cujo o mal humor afastou a todos, tenho tido
como passa tempo observar, só observar, não expressar minha opinião e tudo
que vejo são folhas caindo, ali, no chão, tão fáceis de serem pisadas e
levadas pelo vento, a situação não é desesperadora, não é decadente e nem
ao menos é miserável, ela simplesmente não é feliz, é vazia, fria, até mesmo
assustadora eu ousaria dizer, tenho medo que a felicidade que eu pensava viver
não existir realmente, pessoas são complicadas e ruins, dias são curtos e frios,
só me resta caminhar...

domingo, 22 de agosto de 2010

Fantasma adormecido.


Os sons do casal próximo pedia uma dose de álcool já inexistente em meu sangue,
levantar a cabeça e sorrir em locais cuja fumaça do tabaco era espessa e inconstante,
eu queria parar o trem e descer um pouco de minha vida, coisa difícil, talvez impossível de ser feita hoje em dia, algumas saudades, dores de cabeça
e alguns fantasmas novos a me afetar, o medo era constante embora minha racionalidade
me impeça de ver minha atual condição como algo ruim, minha mente e meu coração se confundiam e se entrelaçavam dizendo que havia realmente algo errado, me confundia o fato de não me sentir completamente feliz, o desleixo aparente de minhas vestes mostrava que algo estava indiscutivelmente errado, era um ultraje me sentir anormalmente comum e mais um em uma multidão, acontecimentos recentes demonstravam minha maturidade diante a uma dor adormecida que insistia em aparecer em pequenas coisas, algo que eu não preciso gritar para demonstrar, algo que eu não gosto de demonstrar, algo que eu gostaria de enterrar, algo que não vai voltar.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Aprender e viver

E vai diminuindo aos poucos, por mais que teu cheiro me lembre
exatamente teu rosto.
Dia após dia tua boca fica mais distante, por mais
próxima que esteja =/
Tua peça de roupa ainda vai estar de baixo do meu travesseiro
e que meus sonhos me tirem a paz e que a cada vez que tu aparecer,
que tudo venha até nós e que nossos olhos fiquem marejados
devido as lembranças de um passado tão presente e que a cada
dia doa menos e que o carinho seja maior, por mais de 100
anos teu corpo, tão pleno e pequeno não será mais meu
e mil vezes eu me amaldiçoei por isso. mas de nada adiantaria agora,
lágrimas hoje são em vão... Então é sorrindo de uma forma paterna
que eu posso te dizer: Eu te amo (L)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Vento frio


Quando palavras machucam tanto quanto cortes,
a confusão é visível em meu olhar, eu venho
tentando disfarçar,tentando me livrar desse aperto,
buscando nas pequenas coisas um jeito de extravasar,
buscando a certeza de que esse é realmente meu lugar,
as vezes eu só queria fujir, sair voando por ai.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sozinho na chuva.


Eram aproximadamente 18:30, o inverno ja trazia a noite
que pintava o céu de negro, céu que as luzes da cidade
quase que inutilmente tentavam disfarçar, estava
chovendo, a água escorria em meus cabelos acabando por
tocar meus lábios, era tão frio e injusto, eu me sentia
mal, mas em mim havia uma ponta de esperança, queria
te ver, nem que fosse de longe, a chuva apertou um pouco e
me vi obrigado a ficar em baixo de uma aba, o tempo passou
e tu não aparecia, depois de uma hora eu percebi que tu não
virias mais, recolhi o que tinha sobrado da minha esperança
o que provavelmente tenha ficado aparente em meu olhar, caminhei,
caminhei, caminhei rezando pra que essa coisa ruim passasse...

terça-feira, 29 de junho de 2010

Outro dia e você não vem.

E ele acordou,vestiu suas calças e calçou seus tênis,
colocou sua jaqueta mais quente e uma touca,
saiu de casa e foi para aula, entre conversas sem sentido
ele colocou os fones de ouvido e mais uma vez na escuridão
emergiu, ao acordar, meio assustado ainda, juntou suas coisas
e foi até a saída atordoado com o burburinho da multidão,
puxou o maço do bolso e acendeu outro cigarro, pegou seu livro
e escolheu um banco meio afastado, não conseguia se concentrar,
ao desviar os olhos do livro ele percebeu um casal que de forma
cômica trocava insultos, mais uma vez seus olhos ficaram marejados
e ele sorriu ao mesmo tempo que as lágrimas escorriam, era a unica
forma de extravasar.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

E ao poeta a dor!

Hoje eu recebi a notícia de que tu não voltarias mais, me sinto como um guerreiro cuja espada fora tomada das mãos, aquele que por tantas vezes estava no controle, se vendo sem defesas para a solidão que ataca sem qualquer compaixão, o inverno chega soprando em meu rosto e congelando minhas extremidades, teu abraço tão pequeno e delicado não é mais meu, olho para o meu maço e até ele me lembra teu sorriso, ouvindo a música que costumávamos ouvir, fumando o cigarro que costumávamos fumar, sentindo uma dor da qual já não posso compartilhar...

sábado, 26 de junho de 2010

Katherine Wheel

E eu te olhava enquanto tu não percebia, teu sorriso
me fazia viajar eu ficava ali como se minha unica necessidade
fosse ficar ali te observando e era, tu acabava percebendo e
falava para! besta u.u sorria meio encabulada e colocava o cabelo
na frente do rosto, eu sempre ria quando tu fazia isso e por instantes
o meu mundo girava em torno de nós dois, nossos corpos e mentes
estavam ali juntos, e eu esperava toda semana pra poder
passar um bom tempo contigo, e quando nós brigávamos eu me sentia
mal e um idiota, te ver hoje e não poder te pegar no colo e ficar ali abraçados
foi realmente doloroso, eu queria ter te dado um beijo de verdade quando nos
despedimos, o frio interior tava bem maior do que o que o vento insistia em
castigar o meu rosto =\ (L)



quarta-feira, 23 de junho de 2010

Choros e cigarros



É besteira pensar, mas eu ainda choro ouvindo aquela música,
e me iludo cada dia mais e mais, isso ta me remoendo por dentro,
ostentando um sorriso falso eu saio de casa pra tentar arejar,
meus amigos me percebem distante e eu disfarço, mas o que eu
faço sem teu sorriso e sem o teu abraço? Eu tento aproveitar
os momentos sem pensar e mais uma vez a vida coloca um cigarro
na minha boca. Queria me livrar dessa falta de ar sentimental,
mas não quero e nem vou ficar longe, eu pego a tua a mão e te dou um meio sorriso,
sigo andando e depois te dou um abraço que me faz esquecer de tudo que tem acontecido.
Because a girl like you is impossible to find, You're impossible to find (L)

domingo, 20 de junho de 2010

Saudade


E mais uma vez eu acordo e confiro se tu não estás do meu lado,
tudo que veio de ruim poderia ter sido só um pesadelo e tu poderias
estar de pijama e olhos fechados dormindo, eu riria depois de ter percebido
que metade da história fora contada em vão, tu provavelmente já havia caido no sono antes da metade, e como tu ficava linda dormindo, aquilo tudo me passava uma pureza que eu ja não encontrava em mim a um bom tempo, bom, agora estamos aqui e eu espero que o vento não te leve com ele. (L)